Terminam as buscas em rio por crianças desaparecidas no MA e Marinha se pronuncia em vídeo: ‘Esgotamos a possibilidade’
As buscas em um rio pelas crianças que estavam desaparecidas chegaram ao fim e mais detalhes foram expostos através de um vídeo.

As buscas aquáticas no Rio Mearim foram oficialmente encerradas após dezenove dias de esforços intensos e sem a localização de qualquer vestígio concreto dos irmãos Ághata Isabelly e Allan Michael. Durante o período de operação, a Marinha do Brasil e o Corpo de Bombeiros realizaram varreduras ininterruptas ao longo de dezenove quilômetros do leito fluvial.
Enquanto realizam as varreduras, fizeram uma análise minuciosa de cinco quilômetros considerados de altíssima probabilidade devido ao rastro indicado anteriormente pelos cães farejadores.
O capitão Simões confirmou que onze pontos de interesse foram identificados e exaustivamente verificados por mergulhadores, mas a conclusão técnica é de que as possibilidades de encontrar as crianças ou objetos pessoais no rio foram esgotadas.
“Na parte fluvial e subaquática, esgotamos a possibilidade de as crianças ou vestígios estarem neste trecho do rio, que era considerado o de maior probabilidade”, disse.
No âmbito terrestre, o cenário também é de saturação, com mais de duzentos quilômetros de mata e áreas de difícil acesso já percorridos pelas equipes do Exército Brasileiro e do Corpo de Bombeiros.
O coronel Duque ressaltou que, embora a vasta área percorrida não tenha apresentado pistas, a ausência de corpos ou vestígios de morte mantém viva a esperança das autoridades e familiares de que as crianças possam estar em outro local e ainda com vida.
Uma equipe especializada em rastreamento do Exército permanecerá estrategicamente posicionada para atuar em zonas de geografia complexa, enquanto drones e equipamentos de inteligência continuam em operação para dar suporte às novas frentes de trabalho.
Com o encerramento das buscas em larga escala no rio e a saturação da área de mata imediata, o foco do caso agora recai prioritariamente sobre a frente investigativa conduzida pela Polícia Civil.
O prefeito de Bacabal, Roberto Costa, reiterou que nenhuma possibilidade foi descartada, incluindo as hipóteses de ataque por animais silvestres ou sequestro, que ganham mais peso diante da falta de evidências físicas no perímetro original.
O trabalho agora se concentra em cruzar dados, realizar novas oitivas e utilizar inteligência policial para explorar linhas que fujam da dinâmica de perda acidental na floresta, buscando respostas definitivas para o mistério que já dura quase três semanas.





