Nikolas Ferreira admite medo de atentado durante caminhada a Brasília

O deputado federal Nikolas Ferreira (PL-MG) tem comandado nos últimos dias uma das mobilizações mais comentadas do país: a “Caminhada pela Liberdade”, iniciada em Paracatu, no interior de Minas Gerais, com destino a Brasília. O trajeto de centenas de quilômetros já reuniu muitos apoiadores e se transformou em um símbolo de resistência para o conservadorismo brasileiro. Apesar da imagem de firmeza e fé exibida nas redes sociais, o parlamentar admite um temor real: o medo de sofrer violência política ao longo do percurso.
Em entrevista ao site Metrópoles, concedida no quarto dia da caminhada, Nikolas foi direto ao falar sobre suas preocupações. Ele mencionou episódios recentes de violência contra figuras conservadoras que considera referências. “Eu sei contra quem eu estou lutando. Tentaram matar Jair Bolsonaro, mataram Charlie Kirk, tentaram matar o Trump”, afirmou o deputado, indicando que vê um padrão de ameaças contra lideranças da direita no Brasil e no exterior.
O assassinato do influenciador americano Charlie Kirk, ocorrido em setembro de 2025 durante um evento em uma universidade de Utah, teve forte impacto sobre Nikolas. Kirk, fundador da Turning Point USA e uma das principais vozes do conservadorismo jovem nos Estados Unidos, foi morto a tiros em público, episódio que chocou a direita mundial. Para o deputado brasileiro, o crime não foi isolado, mas parte de uma escalada de intolerância política que, em sua avaliação, pode atingir o Brasil.
A lembrança do atentado sofrido por Jair Bolsonaro em 2018 e dos ataques contra Donald Trump reforça a percepção de Nikolas de que a vida de quem se posiciona contra a esquerda radical está constantemente ameaçada. Ele afirma enxergar o atual cenário político brasileiro como hostil, sobretudo para quem defende valores conservadores e cristãos. A caminhada, segundo ele, representa um ato de coragem, mas também de grande exposição a riscos.
Mesmo admitindo o medo, Nikolas segue firme no propósito. A marcha continua avançando, com o deputado caminhando diariamente ao lado de apoiadores, rezando, cantando e gravando vídeos que convocam mais pessoas a aderirem ao movimento. Ele afirma que o objetivo principal é chegar a Brasília no dia 25 de janeiro para um grande ato em defesa da liberdade, da família e da fé, mesmo ciente dos perigos envolvidos.
O temor expresso por Nikolas Ferreira vai além do aspecto pessoal. Ele reflete um sentimento compartilhado por muitos integrantes da direita brasileira, que veem no aumento da polarização e nos episódios de violência política um sinal de que o debate de ideias tem sido substituído por intimidação física. Para o deputado, a caminhada é uma forma de demonstrar que não irá se calar diante de ameaças.
Ao final, a “Caminhada pela Liberdade” passou a representar mais do que um simples protesto: tornou-se o retrato de um momento em que a política brasileira convive com a sombra da violência. Ao admitir publicamente seu medo, Nikolas Ferreira humaniza sua figura pública e, ao mesmo tempo, reforça a determinação de seguir em frente, mesmo diante do risco de não chegar vivo ao destino.





