Desastre natural com mais de 1.700 mortos no RJ volta a repercutir; ainda há centenas de soterrados
Maior tragédia natural do país volta a repercutir nas redes sociais em meio a lembranças.

Tragédia volta a repercutir
Décadas depois, o desastre voltou a ganhar destaque nas redes sociais, com internautas compartilhando relatos, imagens antigas e histórias de familiares que viveram aquele dia. As postagens reacenderam a memória coletiva sobre a tragédia e chamaram atenção para a dimensão do ocorrido, que marcou profundamente a história da região.

Na época do desastre, o trecho da Via Dutra passava por obras de duplicação, finalizadas apenas em 1968. Moradores afirmam que máquinas e caminhões usados na obra ficaram soterrados sob toneladas de lama, pedras e vegetação arrastadas pela enxurrada, jamais sendo retirados.
Morador antigo da área, Joel Feital Martinez lembra que, mesmo criança, ouviu relatos marcantes dos familiares. Segundo ele, a recuperação da comunidade foi lenta e dolorosa. Hoje, uma cruz de dez metros, próxima à Ponte Coberta, mantém viva a lembrança da tragédia.
Explicações geológicas
Estudos geológicos indicam que houve um deslizamento em larga escala, com encostas se desfazendo em um raio de cerca de 30 quilômetros. Rios de lama destruíram pontes e deixaram a Dutra interditada por mais de três meses, após um volume impressionante de 275 milímetros de chuva em apenas três horas.





