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Cachorro foi flagrado andando com bebê sem vida dentro de sacola em cidade do MT

O caso está sob investigação da Polícia Civil.

A Polícia Civil de Sorriso, município localizado a 420 km da cidade de Cuiabá, capital do Mato Grosso, investiga um caso chocante envolvendo a descoberta de um recém-nascido dentro de uma sacola plástica. O corpo do bebê foi encontrado na última sexta-feira, 22 de fevereiro, após um cachorro ter levado o objeto até uma moradora do bairro Morada do Bosque. A mulher, ao abrir a sacola, percebeu um forte odor e constatou a presença do bebê já sem vida.

As análises iniciais conduzidas pela perícia indicam que o recém-nascido estava morto havia pelo menos três dias antes de ser encontrado. Segundo o delegado responsável pelo caso, Bruno França, exames realizados no local identificaram absorventes com vestígios de sangue, o que pode indicar a possível presença da mãe nas proximidades.

Durante coletiva de imprensa na segunda-feira, 24 de fevereiro, o delegado relatou que o bebê estava completamente formado e já em estágio avançado de decomposição. A suspeita é de que os absorventes encontrados possam estar relacionados à mãe da criança, embora sua identidade ainda não tenha sido confirmada.

As investigações também levam em consideração a hipótese de que a mãe resida na região onde o bebê foi encontrado. O delegado explicou que a polícia está focada em identificar mulheres em idade reprodutiva que possam ter passado por um parto recente.

A dificuldade em transportar um corpo sem vida sem ser notada e os vestígios de sangue no local reforçam a tese de que a mãe possa estar nas imediações. Diante disso, as buscas foram iniciadas no entorno do local do crime e estão sendo ampliadas para identificar a responsável pelo abandono.

Outro ponto levantado pelos peritos é a possibilidade de que o bebê tenha nascido com vida antes de ser abandonado. Segundo as análises forenses, a presença de larvas de mosca no corpo indica que ele permaneceu exposto ao ambiente externo antes de ser colocado dentro da sacola.

A estimativa inicial sugere que a criança estava sem vida por pelo menos 72 horas antes da descoberta. No entanto, apenas o laudo médico-legista poderá confirmar as reais circunstâncias da morte.

O caso segue sob investigação, com a polícia analisando evidências e coletando informações que possam levar à identificação da mãe e esclarecer as circunstâncias que levaram ao abandono do recém-nascido.

A descoberta gerou grande comoção na comunidade, levantando questionamentos sobre abandono infantil e a necessidade de suporte a gestantes em situação de vulnerabilidade.