Quem faz a afirmação é a oftalmologista Aline Garcia Souza, filha do médico que teve a assinatura forjada. Aline afirma que o pai não poderia assinar um laudo psiquiátrico, porque não atuava na área, e nem nunca atendeu na cidade de São Paulo ou na clínica citada no laudo falso.
“Nunca atuou nessa clínica. Meu pai trabalhava e atuava em Campinas. Ele morou lá a vida inteira. Ele era formado pela Unicamp e desde então atuou lá. Não tinha clínica em São Paulo. Eu fiquei sem entender nada, fui pega de surpresa” declarou.
Aline contou ainda que foi pega de surpresa por toda a situação, quando a babá de seus filhos informou que a Polícia Civil havia lhe procurado em investigação sobre falsificação de documento.
A oftalmologista afirma ainda que, na data referida no laudo, seu pai já estava debilitado e não atendia mais, passando seus dias em Campinas. Outro filho do dr. José Roberto de Souza informou que o pai estava recluso no período.
O médico faleceu em 2022, vítima de uma doença rara. Marçal foi alvo de boletim de ocorrência, registrado por Boulos.