Sessão da CPI do INSS é encerrada com confusão após quebra de sigilo do filho do Lula ser aprovada
Sessão marcada por confusão aconteceu nesta quinta, dia 26 de fevereiro

Na política, determinados nomes e temas rapidamente se transformam em foco de debates intensos, dividindo opiniões e elevando a temperatura no plenário.
Foi exatamente esse o cenário visto nesta quinta, dia 26 de fevereiro, durante reunião da CPI mista do INSS, quando parlamentares protagonizaram uma sessão marcada por tensão, discussões acaloradas e até empurra-empurra após uma votação polêmica.
A comissão aprovou a quebra de sigilo bancário e fiscal de Fábio Luís Lula da Silva, conhecido como Lulinha, filho do presidente Luiz Inácio Lula da Silva. A decisão ocorreu em meio a divergências entre parlamentares da base governista e da oposição, ampliando o clima de confronto no colegiado.
Logo após o resultado da votação, deputados governistas se dirigiram à mesa diretora para contestar a medida. O ambiente ficou ainda mais conturbado quando houve troca de acusações e empurrões entre alguns congressistas.
Entre os envolvidos na confusão estavam Rogério Correia, Alfredo Gaspar, Evair de Melo e Luiz Lima. Diante do tumulto, a sessão acabou sendo suspensa. A investigação sobre Lulinha foi impulsionada por reportagens que apontam supostos repasses financeiros envolvendo Antônio Carlos Camilo Antunes, conhecido como “Careca do INSS”.
De acordo com o relator da comissão, deputado Alfredo Gaspar, a quebra de sigilo foi considerada necessária diante de mensagens interceptadas que levantariam suspeitas sobre a possível ligação do filho do presidente com operações financeiras investigadas.
Além desse requerimento, a CPI também aprovou medidas direcionadas ao Banco Master, incluindo a quebra de sigilos da instituição. O ex-CEO da empresa, Augusto Ferreira Lima, foi convocado a prestar esclarecimentos.
A sessão evidenciou o grau de polarização em torno do tema. Enquanto parlamentares da oposição defendem aprofundamento rigoroso das apurações, integrantes da base governista criticam o que classificam como excesso ou direcionamento político.
Com novos depoimentos previstos e análises de documentos ainda pendentes, os próximos capítulos da CPI prometem manter o ambiente político sob forte atenção.





