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Mãe e filha são encontradas sem vida em MG

Uma cena que ninguém imagina presenciar em um dia comum transformou uma residência tranquila de Mariana, no interior de Minas Gerais, no cenário de uma tragédia que comoveu toda a cidade. Larissa Maria de Oliveira, de 25 anos, e sua filha Maria Fernanda Oliveira Gomes, de apenas 2 anos, foram encontradas sem vida nos fundos da casa onde moravam. As duas estavam abraçadas, em uma posição que, segundo pessoas que chegaram primeiro ao local, lembrava um último gesto de proteção materna. A imagem divulgada pelas autoridades rapidamente se espalhou pelas redes sociais, provocando comoção e uma onda de solidariedade, além de levantar questionamentos sobre a violência dentro de lares brasileiros.

O caso teve início em uma tarde de terça-feira aparentemente normal. Moradores da rua Caetano Pinto, no bairro Santa Clara, acionaram a polícia após perceberem algo estranho na residência da jovem família. Quando os agentes chegaram ao local, o companheiro de Larissa, Felipe Cordeiro, de 24 anos, estava presente e indicou onde mãe e filha se encontravam. A cena encontrada pelos policiais foi descrita como devastadora: as duas juntas, com ferimentos graves provocados por um instrumento cortante. O suspeito foi detido ainda naquela tarde, dando início a uma investigação que rapidamente ganhou grande repercussão pública.

Larissa era lembrada por vizinhos e amigos como uma mãe dedicada e carinhosa, sempre vista ao lado da pequena Maria Fernanda. Nas redes sociais, fotos das duas apareciam com frequência, mostrando momentos simples do cotidiano, como brincadeiras no quintal e passeios de mãos dadas. A menina, que havia completado 2 anos recentemente, era o centro das atenções da mãe e da família. O contraste entre essas imagens de alegria e o desfecho trágico tem levado muitas pessoas a refletirem sobre como a vida pode mudar de forma repentina.

O suspeito, que também era pai da criança, confessou envolvimento após ser levado à delegacia. Em um primeiro momento, ele chegou a relatar uma suposta invasão na casa, mas posteriormente mudou a versão, apontando ciúmes e desconfianças como fatores que teriam motivado o crime. A polícia apreendeu o instrumento utilizado e segue com exames periciais para esclarecer todos os detalhes do ocorrido. A rápida atuação das equipes garantiu a preservação da cena e das provas necessárias para o inquérito em andamento.

Casos como esse têm se repetido de forma alarmante em Minas Gerais e em outras regiões do país. Especialistas alertam que muitas tragédias familiares começam com sinais discretos, como discussões frequentes, isolamento da vítima e mudanças de comportamento que nem sempre são percebidas. Em cidades menores, como Mariana, onde as pessoas costumam se conhecer, o impacto é ainda maior, mobilizando a comunidade em ações de apoio e reflexão coletiva.

A cidade histórica vive dias de luto. Moradores organizaram vigílias espontâneas em frente à casa onde ocorreu a tragédia, enquanto mensagens de despedida e homenagens tomaram conta das redes sociais. O sepultamento de Larissa e Maria Fernanda reuniu dezenas de pessoas que prestaram a última homenagem, demonstrando como a dor foi compartilhada por toda a comunidade.

O que permanece agora é a esperança de que histórias como essa sirvam de alerta. A importância de programas de acolhimento, canais de denúncia e diálogos abertos dentro de casa e nas escolas é constantemente reforçada. Embora Larissa e Maria Fernanda não possam voltar, o amor que representavam — até o último instante — permanece vivo na memória de quem as conheceu e de todos que se sensibilizaram com a tragédia.