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Querido padre de 103 anos morre logo após rezar oração muito admirada pelos católicos

Ele morreu na última sexta, dia 9 de janeiro

O momento da morte, para muitos, pode ser marcado por silêncio ou dor. Para outros, porém, é envolto em fé e serenidade. Foi assim que o padre José Luciano Jacques Penido, de 103 anos, encerrou sua jornada terrena, logo após concluir a reza de uma Ave-Maria, faltando apenas um minuto para as 18h, a tradicional Hora do Angelus.

O religioso faleceu na última sexta, dia 9 de janeiro), em Juiz de Fora (MG), e sua partida emocionou a comunidade católica local e fiéis de várias regiões do país. Natural de Belo Vale (MG), padre Penido nasceu em 18 de outubro de 1922, em uma família numerosa de 13 irmãos.

Desde cedo, demonstrou vocação religiosa, convivendo com missionários redentoristas que atuavam em sua cidade natal. Aos 11 anos, ingressou no seminário e foi ordenado sacerdote em 1947, em Belo Horizonte.

Durante mais de sete décadas de ministério, o padre atuou em diversas funções, foi pároco, missionário, professor, formador e gestor pastoral em várias cidades de Minas Gerais, Rio de Janeiro e São Paulo. Seu trabalho também o levou a Roma, onde estudou teologia e jornalismo e colaborou com a Rádio Vaticana.

Além do serviço religioso, padre Penido deixou um legado cultural e social. Ele fundou o Museu do Escravo, em sua cidade natal, considerado o único do país dedicado à história da escravidão e da resistência negra. O espaço se tornou referência nacional na preservação da memória afro-brasileira.

Em 2022, ao completar 100 anos, o sacerdote recebeu bênção apostólica do Papa Francisco, que agradeceu por sua vida dedicada à fé e ao serviço. O sepultamento ocorreu ao meio-dia, também na Hora do Angelus, acompanhado pelo toque dos sinos e cânticos religiosos, um adeus repleto da mesma devoção que guiou sua vida.