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Sepultamento de mineiros achados mortos em SC é marcado por forte comoção

Sepultamento de dois dos jovens aconteceu nesta segunda, dia 5 de janeiro

A dor que tomou conta das famílias e amigos dos quatro jovens mineiros é difícil de descrever. Em meio a lágrimas, desespero e incredulidade, pais e mães se despediram de filhos que tiveram a vida interrompida cedo demais.

No cemitério de Guaxupé (MG), o silêncio só era quebrado pelos pedidos de justiça que ecoavam entre os presentes. “Achem os culpados, por favor”, implorou um pai, enquanto segurava o retrato do filho sobre o caixão, em uma cena que comoveu todos os que acompanhavam o sepultamento.

Na manhã desta segunda, dia 5 de janeiro, os corpos de Bruno Máximo da Silva e Daniel Luiz da Silveira, ambos de 28 anos, foram enterrados em uma cerimônia simples, marcada por emoção e revolta.

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Amigos e familiares fizeram orações e deixaram flores em homenagem aos jovens, que haviam desaparecido em Santa Catarina no final de dezembro. O pai de Daniel, André Luiz da Silveira, expressou o sentimento que unia todos ali: o desejo de que os responsáveis sejam encontrados.

A mãe de Bruno, Rosa Maria Máximo, também fez um apelo comovente: “Eles acharam que meu filho era bandido, mas não era. Meu filho era trabalhador. Agora enterrei meu filho e quero justiça”, disse, segurando o choro. Bruno deixou dois filhos pequenos, de apenas 1 e 3 anos.

Os outros dois jovens do grupo, Guilherme Macedo de Almeida (20) e Pedro Henrique Prado de Oliveira (19), serão sepultados nesta terça-feira (6) em Guaranésia, cidade vizinha. Os quatro haviam desaparecido no dia 28 de dezembro, em São José (SC), e foram encontrados uma semana depois às margens de uma estrada em Biguaçu, na Grande Florianópolis.

A Polícia Civil de Santa Catarina continua investigando o caso. Enquanto isso, as famílias se unem em dor e esperança, acreditando que a verdade virá à tona. “Não queremos vingança, queremos justiça”, resumiu uma tia de uma das vítimas, entre lágrimas e preces.