‘Justiça precisa ser feita’, desabafa pai de professora que morreu após entrar na piscina de academia em SP
O pai fez um grande desabafo diante do ocorrido com sua filha, que não resistiu após ter entrado na piscina de uma academia em SP.

Ângelo Augusto Bassetto, pai de Juliana Faustino Bassetto, fez um pedido desesperado por justiça no último domingo. Muito emocionado, ele deixou claro que o objetivo da família não é conseguir dinheiro.
O pai quer garantir que ninguém mais passe por tamanha dor. Juliana, que tinha 27 anos, faleceu após nadar em uma piscina na Zona Leste de São Paulo, e o pai acredita que houve uma falha grave no cuidado com os produtos usados na água.
Com isso, ele contou que a tristeza tomou conta de sua casa e que é impossível não se lembrar da filha em cada canto do lar. Durante o tempo em que Juliana esteve no hospital, Ângelo conseguiu vê-la e percebeu que ela lutava muito para conseguir respirar.
Segundo o que os médicos explicaram à família, a substância química presente na piscina causou ferimentos graves por dentro, queimando o pulmão da professora e fazendo com que o órgão acumulasse muito líquido.
O marido de Juliana, Vinícius de Oliveira, contou ao sogro que, assim que pulou na água, sentiu uma sensação ruim nos pulmões na mesma hora. Ele tentou alertar a esposa para que ela não entrasse, mas Juliana já havia pulado e saiu da piscina passando muito mal.
Vinícius continua internado em estado grave e precisou de ajuda de aparelhos para respirar. As investigações mostram que a academia C4 Gym funcionava de forma errada.
De acordo com a prefeitura e a polícia, o local não tinha o documento necessário para abrir as portas ao público e apresentava condições perigosas de segurança. Por causa disso, o prédio foi fechado e todas as atividades foram interrompidas.
A principal suspeita é que uma mistura errada de produtos de limpeza tenha gerado gases venenosos no ar e na água, causando o sufocamento das pessoas que estavam ali.
Além do casal, um jovem de 14 anos também foi levado ao hospital em estado grave. A polícia já pegou amostras da água e dos produtos para analisar em laboratório.
Juliana e Vinícius tinham muitos sonhos para o futuro. Eles se casaram em dezembro de 2024, tinham acabado de comprar um apartamento e planejavam ter filhos em breve.
A jovem era descrita por parentes como uma pessoa alegre, apaixonada por ioga e muito dedicada à sua fé dentro de uma comunidade espírita.
O velório da professora aconteceu na manhã desta segunda-feira, 9 de fevereiro de 2026, e o seu enterro está marcado para as 14h no Cemitério Quarta Parada, em São Paulo.
A família agora espera que os resultados dos exames ajudem a mostrar quem são os verdadeiros culpados por essa tragédia que abalou a vida de seus familiares.





