Comunicamos o falecimento de Rodrigo Castanheira, aos 16 anos

Com profunda tristeza, a sociedade brasileira acompanha o desfecho trágico de um caso que causou grande comoção no Distrito Federal. Rodrigo Castanheira, um adolescente de apenas 16 anos, faleceu nesta sexta-feira, 7 de fevereiro de 2026, após permanecer por cerca de duas semanas internado em estado grave em um hospital de Brasília. A morte ocorreu em decorrência das sérias lesões sofridas durante uma briga registrada na saída de uma festa em Vicente Pires, no dia 23 de janeiro, episódio que reacende o debate sobre a violência entre jovens e as consequências de atos impulsivos.
Segundo informações apuradas, a confusão começou de forma aparentemente banal, mas evoluiu rapidamente para agressão física. De acordo com os relatos, Rodrigo foi atingido por socos desferidos por Pedro Turra, de 19 anos, o que fez o adolescente cair e bater a cabeça na porta de um carro. O impacto provocou um traumatismo craniano grave, seguido de uma parada cardiorrespiratória que durou aproximadamente 12 minutos. Apesar de todos os esforços médicos, incluindo coma induzido e tratamento intensivo, o quadro clínico evoluiu para morte cerebral, confirmada nesta data.
Rodrigo Castanheira era descrito por familiares e amigos como um jovem cheio de sonhos, energia e planos para o futuro. Estudante dedicado, participava ativamente de atividades esportivas e sociais, refletindo a vitalidade típica da adolescência. Sua morte precoce interrompeu projetos e deixou uma família profundamente abalada, que agora enfrenta o luto enquanto busca justiça e respostas. Casos como o de Rodrigo evidenciam como momentos de violência podem mudar destinos de forma irreversível.
O agressor identificado, Pedro Turra, possui histórico ligado ao automobilismo, tendo participado de competições na Fórmula Delta. Após o ocorrido, ele foi preso em flagrante, mas acabou liberado mediante pagamento de fiança no valor de R$ 24 mil. Posteriormente, a Justiça decretou sua prisão preventiva, e atualmente ele se encontra detido no Complexo Penitenciário da Papuda, aguardando o andamento do processo judicial, que deve ser reavaliado com a confirmação da morte do adolescente.
O caso teve ampla repercussão nacional e segue sob acompanhamento da Justiça. Um pedido de habeas corpus apresentado pela defesa de Turra foi negado, inclusive em instâncias superiores, como o Superior Tribunal de Justiça (STJ). Com o falecimento de Rodrigo, a investigação deve avançar para o enquadramento do crime como homicídio, cuja tipificação dependerá das provas reunidas ao longo do inquérito.
Em nota, a família de Pedro Turra manifestou pesar pela morte de Rodrigo e prestou condolências aos familiares do jovem. Paralelamente, amigos, colegas e moradores da região têm organizado homenagens e vigílias, transformando a dor em um apelo por paz e prevenção da violência entre jovens. A comoção coletiva reforça a necessidade de diálogo, educação emocional e medidas preventivas em ambientes de lazer.
O falecimento de Rodrigo Castanheira deixa uma marca profunda e serve como alerta sobre a urgência de discutir segurança e convivência em eventos sociais. Que sua memória inspire reflexões e ações que ajudem a evitar novas tragédias. Descanse em paz, Rodrigo.





