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Buscas por jovem arquiteta têm desfecho trágico após três meses de investigação

Suspeito de ter cometido o crime foi preso.

Após meses de angústia e incertezas, o desaparecimento da arquiteta Fernanda Silveira de Andrade, de 29 anos, chegou a um desfecho terrível neste último  sábado (24), com a localização do seu corpo em uma área de mata na zona sul de São Paulo.

Fernanda, moradora de Serra Negra, no interior do estado paulista, havia desaparecido em outubro do ano passado, deixando familiares e amigos em busca de respostas. A demora para a resolução do caso deixou a família angustiada, mergulhada em um pesadelo sem fim.

O caso ganhou um novo rumo após a prisão de seu ex-companheiro, um homem de 25 anos, que, ao ser abordado por policiais, acabou confessando o crime e apontando o local onde a vítima foi encontrada.

Durante a abordagem, os agentes apreenderam com ele um revólver calibre .38 e munições. O suspeito relatou que matou Fernanda com dois disparos. Em 2023, ele já havia sido acusado de tentar tirar a vida da arquiteta em um outro episódio, no qual ela sobreviveu após ser esfaqueada diversas vezes.

Mesmo com o histórico de violência, o relacionamento foi retomado posteriormente, como acontece em diversos casos de violência domestica. Fernanda buscou ajuda da Justiça em diversas ocasiões.

Ela registrou boletins de ocorrência e solicitou medidas protetivas, relatando ameaças constantes e afirmando que se sentia impossibilitada de encerrar a relação devido à intimidação que sofria, inclusive envolvendo ameaças direcionadas à sua família.

O caso, agora formalizado como feminicídio, violência doméstica e posse ilegal de arma de fogo, está sob responsabilidade do 101º Distrito Policial, no Jardim das Imbuias.

A tragédia evidencia mais uma vez as falhas estruturais no sistema de proteção às mulheres vítimas de relacionamentos abusivos. Mesmo diante de múltiplos sinais de alerta e ações judiciais, a violência persistiu até seu desfecho mais grave.

Especialistas ressaltam a necessidade de ampliar políticas públicas voltadas à prevenção, oferecer suporte psicológico, jurídico e social contínuo às vítimas e garantir que medidas protetivas sejam efetivamente monitoradas.

Casos como o de Fernanda expõem o quanto ainda é urgente fortalecer os mecanismos de segurança e proteção às mulheres em situação de vulnerabilidade.