Notícias

Tragédia: mãe e filho de 11 anos perdem a vida ao entrar em trecho perigoso no mar

Vítimas foram socorridas e levadas ao hospital, mas não resistiram; local não possuía monitoramento de guarda-vidas e era usado para pesca.

Na manhã deste sábado (24), um incidente resultou no falecimento de uma mulher de 52 anos e de seu filho de 11 anos na praia de Tramandaí, no Litoral Norte do Rio Grande do Sul. O episódio ocorreu em um trecho da orla sem monitoramento de guarda-vidas, área tradicionalmente usada para pesca e não recomendada para banho. As vítimas chegaram a receber atendimento médico de urgência, mas o desfecho foi fatal, gerando comoção entre moradores e veranistas que presenciaram a movimentação das equipes de socorro.

Equipes de resgate retiraram mãe e filho da água e iniciaram os primeiros socorros ainda na faixa de areia. Em seguida, ambos foram encaminhados com urgência ao Hospital de Tramandaí. Segundo informações das autoridades, apesar das tentativas de reanimação, a mulher de 52 anos e a criança de 10 não resistiram e faleceram na unidade hospitalar.

Além das duas vítimas, um homem também foi resgatado no mesmo ponto e levado para atendimento médico, permanecendo sob cuidados. Até o fechamento desta edição, não havia atualização oficial detalhada sobre o estado de saúde dele.

Perigos em áreas sem monitoramento

O local onde ocorreu o afogamento apresenta características que aumentam o risco para banhistas, como correntes de retorno, capazes de arrastar pessoas com rapidez e força. Conforme o Corpo de Bombeiros Militar do RS, a região é influenciada por estruturas fixas e plataformas, que alteram a dinâmica da água e criam riscos difíceis de perceber para quem não conhece o trecho. Sem sinalização adequada e sem guarda-vidas, a área se torna ainda mais perigosa para atividades recreativas no mar.

Recomendações de segurança no mar

Diante da tragédia, o Corpo de Bombeiros reforçou orientações para prevenir novos casos durante a temporada de verão. A principal recomendação é evitar entrar no mar em pontos sem guarita e sem presença de guarda-vidas, além de respeitar bandeiras e alertas de segurança.

A corporação também destaca que áreas próximas a redes e canais de pesca costumam apresentar maior instabilidade, e que o ideal é sempre priorizar locais monitorados para reduzir riscos e evitar novas tragédias.