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Câmera tatuadora comprando veneno que seria usado para matar o próprio filho

Mulher foi presa nesta última quarta, dia 27 de agosto

Alguns casos chocam não apenas pela gravidade do crime, mas pela forma como despertam um profundo sentimento de revolta e indignação na sociedade. Quando uma situação envolve uma criança, a comoção é ainda maior, principalmente ao se saber que havia sinais claros de planejamento e premeditação.

Foi o que ficou evidente em São Paulo, após a divulgação de um vídeo que mostra uma jovem tatuadora adquirindo veneno para rato em um petshop, substância que teria usado contra o próprio filho de apenas nove meses.

De acordo com as investigações, Giovanna Chiquinelli Marcatto foi presa sob acusação de homicídio qualificado após confessar ter colocado o veneno conhecido como “chumbinho” em uma banana amassada oferecida ao bebê, identificado como Dante.

O crime ocorreu na última terça, dia 26 de agosto, quando a criança começou a passar mal cerca de três horas depois de ingerir a fruta. Mesmo socorrido e levado ao Hospital Estadual da Vila Alpina, o menino não resistiu.

O vídeo que circula nas redes sociais foi fundamental para reforçar as suspeitas. Nele, é possível ver a jovem comprando o veneno no dia anterior ao ocorrido, em um estabelecimento localizado na Vila Independência, bairro onde morava com o filho.

O registro, somado aos laudos periciais que confirmaram a ação do tóxico no organismo da vítima, levou a Justiça a decretar a prisão temporária de 30 dias para a acusada. Em depoimento, a tatuadora confirmou que misturou o produto ao alimento.

Horas antes do crime, ela chegou a publicar fotos do bebê sorrindo, o que deixou familiares e amigos ainda mais consternados com a descoberta. O corpo de Dante foi velado e cremado no Cemitério da Vila Alpina, enquanto o caso segue em apuração pela Polícia Civil, no 42º Distrito Policial.

Movimentos sociais e usuários nas redes expressam pedidos de justiça e cobram que a investigação seja conduzida com rigor máximo.