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FIM DOS TEMPOS: Mãe MAT4 filho de 11 meses, ele não deixava ela fazer s… Ver mais

Meses depois, o caso voltou às manchetes de forma estarrecedora. A Polícia Civil prendeu preventivamente a mãe da criança, acusada de ter contribuído diretamente para a morte do próprio filho. O motivo? Um laudo toxicológico revelou uma substância surpreendente no corpo do bebê: amitriptilina, um antidepressivo potente com efeitos sedativos, indicado apenas para adultos — e jamais recomendado para bebês.


O que havia por trás daquele rosto calmo de mãe enlutada?

A pergunta ecoou entre os investigadores que retomaram o caso com mais atenção. O que começou como uma morte infantil aparentemente acidental passou a carregar um peso de suspeita, revelações obscuras e, talvez, negligências do passado.

O laudo de necropsia foi contundente: a causa oficial da morte foi asfixia por broncoaspiração — agravada, segundo especialistas, pelos efeitos colaterais da amitriptilina no organismo já enfraquecido do bebê. Segundo a polícia, a droga teria deprimido o sistema nervoso central da criança, reduzindo reflexos essenciais à respiração e à deglutição, o que potencializou o risco de broncoaspiração. Mas como essa substância foi parar no corpo de um bebê?

Essa é uma das perguntas que ainda ecoam no inquérito. Mais assustador ainda foi o que os investigadores descobriram ao aprofundar o histórico familiar da suspeita: a mulher havia perdido outros dois filhos pequenos, um em 2017 e outro em 2018, ambos antes de completarem quatro anos. Nenhum desses casos foi investigado à época.


Coincidência ou padrão?

Para a polícia, as coincidências são demasiadas. Especialmente considerando que ela tem outros quatro filhos vivos — todos atualmente sob proteção. “A princípio, ninguém suspeita de uma mãe que perde um filho. Mas três, em circunstâncias distintas e sem explicações claras, acende um alerta”, afirma um dos delegados envolvidos no caso.

O promotor responsável pelo pedido de prisão preventiva foi direto: “Estamos lidando com uma situação gravíssima. É fundamental proteger as outras crianças e entender o que realmente ocorreu com os filhos anteriores.”


Amitriptilina: o veneno silencioso

A presença dessa substância no organismo da criança foi o fio que desatou o novelo. Usada para tratar depressão, enxaqueca e distúrbios do sono, a amitriptilina é considerada altamente tóxica em doses erradas — especialmente em crianças. Entre os efeitos colaterais mais perigosos estão alterações cardíacas, sonolência extrema, confusão mental e até coma. Em bebês, os riscos são potencializados.

A mãe permanece presa preventivamente, à disposição da Justiça. Seu depoimento oficial ainda é mantido em sigilo, mas fontes ligadas ao caso apontam que ela nega ter administrado a substância intencionalmente.


O passado que volta a bater à porta

O que aconteceu com os outros dois filhos? Por que as mortes nunca foram investigadas com profundidade? Teria o Estado falhado duas vezes antes que uma terceira tragédia finalmente levasse as autoridades a agir?

Fontes próximas à investigação afirmam que há uma força-tarefa sendo organizada para reabrir os casos anteriores. O Ministério Público já solicitou acesso aos prontuários médicos das crianças falecidas em 2017 e 2018. As famílias envolvidas, porém, preferem o silêncio.


As perguntas que permanecem no ar

Por enquanto, a comunidade de São Pedro do Sul vive entre o choque e a indignação. Muitos conheciam a mulher, seus filhos, sua rotina aparentemente normal. Agora, tentam entender se estavam diante de uma mãe marcada por infortúnios ou de algo ainda mais perturbador.

O caso ainda está longe de ser encerrado. A reabertura dos processos anteriores pode trazer à tona um histórico oculto de negligência, abuso — ou pior. Os investigadores trabalham para montar o quebra-cabeça completo, peça por peça.

Enquanto isso, a prisão da mulher deixa um rastro de dúvida e medo: quantas outras histórias parecidas ainda passam despercebidas?


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